Blog da Tulejur

Decisões™

Análises com dados e fontes sobre onde a escolha acontece, escritas pelos fundadores da Tulejur.

O que a Rare Beauty revela sobre a escolha na beleza

Selena Gomez não abriu um escritório da Rare Beauty no Brasil. A marca criada pela cantora está no país desde 2022, vendida em 13 países e com expansão para a Ásia. O que acontece entre 21 e 27 de setembro é uma experiência presencial na Sephora, com curadoria de produtos e ativação local.

Quando a comparação vira paralisia

A pessoa abre 14 abas no navegador. Compara preço, especificação, avaliação. Volta para a primeira aba. Rele. Abre mais duas. Uma hora depois, ela fechou tudo sem comprar.

Prova de escolha: o critério que o relatório de alcance esconde

Prova de escolha é a evidência de que uma marca aumentou a probabilidade de ser escolhida no momento da decisão. O relatório de alcance mostra quantas pessoas viram o conteúdo. A prova de escolha mostra o que mudou na escolha de quem viu. A diferença entre os dois é o critério que falta na contratação de influência e ela apareceu na escuta desta semana.

Quando a IA escolhe por você, onde a sua marca aparece na resposta?

O comércio agêntico virou comportamento no Brasil. Um levantamento da NielsenIQ mostra que 42% dos consumidores já usam ferramentas de inteligência artificial para pesquisar preços, comparar produtos e reduzir as alternativas antes de fechar uma compra. O relatório The Agentic Commerce Report, da Worldpay, projeta que 11% das compras brasileiras serão feitas por bots de IA dentro de cinco anos. A escolha está sendo delegada a uma ferramenta. A disputa pela marca muda de lugar.

139 milhões de brasileiros compram online. A escolha é confirmada no feed.

A pesquisa da CNDL com o SPC Brasil e a Offerwise, divulgada em setembro, estima que 139 milhões de brasileiros compraram online nos últimos 12 meses. O número que cresce junto com o e-commerce recebe menos atenção: antes de concluir a compra, 64% dos consumidores verificam o preço nas redes sociais e 39% leem os comentários de outros compradores. A loja continua recebendo o pagamento. A escolha é confirmada antes, no feed.

64% dos brasileiros começam a busca no Google. A escolha acontece fora dele.

O estudo "O Mapa da Busca no Brasil 2026", da Optimiza com a AB Pesquisas, ouviu 1.000 consumidores em dezembro de 2025 e encontrou um número que parece tranquilizador: 64% citam o Google como primeira opção para pesquisar antes de comprar. Em segundo lugar aparece o Mercado Livre, com 5%. O número seguinte mostra o tamanho do engano: começar a busca em um lugar não significa decidir ali.

80% dos brasileiros compram por influência. O clique não conta a história toda.

O estudo "O Efeito da Influência no Consumo 2026", da YouPix com a Nielsen, mostra que 8 em cada 10 brasileiros já compraram indicados por um criador. O dado que assusta não é esse. É o que vem depois: a jornada não para no clique. O criador planta a pulga. O consumidor vai nas avaliações. Pesquisa reviews. Joga numa IA. E só então compra. O mercado mede clique. A escolha acontece no caminho que o clique não alcança.

A lealdade virou moeda fraca: o consumidor decide de novo a cada compra

Um levantamento publicado em 9 de setembro de 2026 mostra o consumidor europeu trocando a lealdade por valor. Na Espanha, os critérios econômicos já representam 35% das escolhas de compra alimentar, acima da qualidade, com 28%, e das promoções, com 17%. Em Portugal, o varejo alimentar cresceu 5,2% em 2025 e o volume caiu 0,5%. Gasta mais, compra menos e decide diferente.

A influência inicia a comparação. A decisão acontece em outro lugar

O estudo Consumo e Influência 2026, da YouPix em parceria com a Nielsen, mostra que 81% dos brasileiros já compraram por indicação de influenciadores. O Instagram lidera como plataforma de recomendação com 80% de presença. O TikTok saltou de 34% para 51% como canal de descoberta em um ano. 56% já compraram pelo TikTok Shop e 80% avaliaram a experiência como positiva.

A troca automática acabou: cada compra de tecnologia agora precisa se justificar

A NIQ ouviu 17 mil consumidores em 17 mercados e constatou o fim das trocas automáticas: 56% adiaram uma compra de tecnologia por preço ou espera de desconto, enquanto as vendas globais do setor devem crescer 5,1% em 2026. Cada compra agora precisa se justificar.

A Black Friday é decidida em setembro: onde a escolha acontece antes do desconto

Uma pesquisa encomendada pelo Google à Offerwise, divulgada pelo Meio & Mensagem em 1 de setembro de 2026, ouviu 2 mil brasileiros e encontrou um calendário que o varejo ainda trata como um dia. Para 60% deles, a Black Friday é a única data comercial que realmente vale a pena. A escolha do que comprar nela começa meses antes, na espera, na pesquisa de preço e no planejamento.

Onde a escolha acontece quando 178 criadores entram na venda

A campanha da Carter’s deslocou parte da escolha para o lugar onde recomendação, pesquisa e compra se encontram.

A autenticidade que as marcas estão procurando em criadores mais velhos

O mercado de influência está amadurecendo junto com os criadores. Uma reportagem publicada pela Digiday hoje mostra marcas procurando relações mais longas com criadores elder millennial e da Geração X porque suas experiências de maternidade, cuidado, saúde e mudanças de carreira sustentam conversas difíceis de fabricar.

Cada compra precisa conquistar seu lugar

O NIQ Consumer Outlook 2026, divulgado pela NielsenIQ, resume o consumidor do próximo ano em uma frase: os gastos são intencionais e cada compra precisa conquistar seu lugar. No mesmo relatório, a NIQ aponta que os consumidores se movem entre plataformas, pontos de contato e momentos, com a descoberta e a compra cada vez mais desconectadas.

Por que 40% das marcas não conseguem atravessar um mundo fragmentado

O Kantar BrandZ 2026 mostra que as 50 marcas mais valiosas do Brasil cresceram 22% em valor e somam US$ 101,1 bilhões. No mesmo estudo, 40% das marcas assumem dificuldade de se conectar com as pessoas em um mundo fragmentado, contra a média global de 30%. A régua sobe todo ano e a porta de entrada muda.

A criadora que fez o produto ser maior que a própria influência

Há dez anos, Bruna Tavares apresentava os primeiros produtos da linha de maquiagem que levava o próprio nome. Antes disso, ela já tinha passado cinco anos licenciando produtos e trabalhando com desenvolvimento, depois de construir o blog Pausa para Feminices sobre a escuta de quem compra. "O produto precisa ser maior do que a minha própria influência", ela diz, no Meio & Mensagem (28/08/2026).

Ele vendeu o carro para comprar uma franquia. A confiança no modelo nasce do número

No primeiro mês como vendedor da Orthopride, Vinícius Alves perguntou qual era o recorde comercial da unidade. A marca a ser batida era de 53 vendas. Ele fechou 97. Cerca de oito anos depois, participa de dez operações que faturaram mais de R$ 16 milhões em 2025 (Exame).

A marca própria cresceu 3,8 vezes mais que a marca tradicional. A confiança mudou de dono

No primeiro semestre de 2026, as marcas próprias avançaram 10,9% em volume contra 0,7% das tradicionais (NielsenIQ). O jovem já escolhe a marca do supermercado com naturalidade e o nome do fabricante deixou de ser o selo que garante a compra.

O mercado de canetas cresceu 149% em seis meses. O golpe cresceu junto e a venda passou pela pergunta "é confiável?"

Um mercado que entra em disparada carrega junto quem quer aproveitar a pressa de quem compra. Os pedidos online de medicamentos à base de GLP-1, as canetas emagrecedoras, saltaram 149,3% no primeiro semestre de 2026, segundo a Serasa Experian. São 1.364.354 pedidos entre janeiro e junho, mais de R$ 2,3 bilhões movimentados. No mesmo período, foram 3.966 tentativas de fraude envolvendo mais de R$ 7 milhões. O hype e o golpe caminham lado a lado.

Um terço das marcas saiu da memória do consumidor. A escolha passou a acontecer na conversa

A Troiano acompanhou a relação entre consumidores e marcas por três décadas. O desconhecimento cresceu enquanto a rejeição ficou parada. A escolha saiu da memória e entrou no momento da pesquisa.

A Amazon virou fornecedora dos concorrentes. A vantagem mudou de mão

A Amazon passou a vender a tecnologia por trás do próprio assistente de compra para outras varejistas. Quem dominou o comércio com conversa dirigida por dado agora entrega a ferramenta a quem antes era concorrente. O serviço se chama Agentic Shopping Assistant on AWS e foi lançado em 27 de maio de 2026.

Ela contratou uma agência, recebeu um relatório e aprendeu a desconfiar.

A apresentação foi boa, o portfólio era bonito, a promessa era grande. O relatório chegou no prazo, com gráficos e números que ninguém contestou. Só não veio o resultado que a fez assinar.

A IA descreve a sua marca diferente do seu cliente. O Brand Asset Drift mede essa distância.

Um estudo do BAV/AURA Brazil com duas marcas de artigos esportivos no Brasil encontrou 26 pontos de distância entre o que o consumidor vê e o que a IA descreve. A máquina já participa da escolha. Sua marca sabe o que ela diz?

O jovem brasileiro pesquisa antes de comprar. A marca que só anuncia chega depois da escolha.

O Observatório CIEE ouviu 4.834 jovens e encontrou um consumidor que pesquisa, compara e desconfia antes de escolher. A compra por impulso ficou no passado e a confiança agora é de quem entende do assunto.

A GEO saiu do nicho. O consumidor que pergunta para a IA não voltou para o Google.

A coluna de quarta-feira na Exame sobre GEO foi lida por quem ainda não sabia que o consumidor já tinha mudado. A pergunta que sobra: sua marca está no lugar errado esperando quem não vem mais.

O carnê continua valendo. A marca que o sustentava entrou em recuperação judicial.

Ele assinou a compra em junho. No domingo, o Grupo Casas Bahia pediu recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas. O carnê dele segue igual. A certeza por trás dele é que mudou.

A loja virou o último ato da decisão de compra: o que 298 lojas fechadas revelam

A Casas Bahia fechou 298 lojas no trimestre em que o e-commerce próprio cresceu 15,3%. O consumidor manteve a intenção de compra: mudou o caminho até ela.

O consumidor tem o dinheiro e não gasta. Onde está o nó da decisão?

A renda disponível cresceu e o consumo encolheu. O que deveria acelerar a compra está travando a escolha.

GEO de fachada: o que separa a oferta real da reembalagem de conteúdo

Um alerta do próprio mercado brasileiro sobre presença em IA, publicado no dia em que duas agências anunciaram uma operação dedicada ao tema.

A máquina decide cada vez mais. As pessoas voltam a querer o que podem guardar

Ele pagou pelo filme. Um clique, o valor na fatura, e o filme era dele na biblioteca digital. Um dia a plataforma avisou: aquele conteúdo sairia do catálogo por um acordo de licenciamento. Quase 551 filmes desapareceram das contas dos clientes, sem compensação e sem consulta. Nada do que ele comprou ficou. Ele aprendeu que posse digital tem validade, e quem decide se ele ainda possui algo é outra empresa.

A página de produto virou a porta de entrada. Sua marca abre qual delas?

O tráfego de bots de IA nos sites de varejo cresceu mais de cinco vezes de 2024 para 2025. O visitante que chega por uma recomendação desce direto na página de produto e a maioria das marcas ainda trata essa página como ficha técnica.

O remédio saiu da farmácia. Quem responde pela confiança de quem decide?

Uma marca de cuidado com a pele começa a vender em um marketplace nacional. O produto dela agora aparece ao lado de roupa e alimento, na mesma tela de compra. Quem decide se aquilo é seguro passa a ser o mesmo cidadão que escolhe um detergente. A pergunta por trás disso: onde ficou o farmacêutico que media a escolha?

A IA citou a marca menor. O tamanho do mercado virou a variável que menos importa.

A recomendação de IA inverteu a hierarquia de categoria: quem tem menos share aparece mais do que a líder. Quem estrutura a conversa vence; quem descansa na fatia que já tem, perde.

Milhares de seguidores, seis reviews

Uma marca chegou perto de 10 milhões de dólares em vendas no primeiro ano, tem celebridade na frente e 251 mil seguidores no Instagram. Na hora da escolha, ela tem seis reviews de quem comprou. A concorrente direta tem mais de 1.300.

A Alo Yoga não chama de Ciclo de Decisão™. Ela o executa.

A marca americana fechou 2025 com US$ 804,8 milhões em receita no e-commerce, cerca de 50% acima do ano anterior e vendeu US$ 85 milhões só em janeiro de 2026, segundo o Fitfeed.

Quando o influenciador perde para o desconto

No momento da decisão, o consumidor compara preço. O influenciador com link vira mais um desconto entre vários.

A régua antes da promessa

Toda agência promete aparecer. Poucas medem onde a marca está hoje.

Funciona? Que opções eu tenho?

As primeiras dúvidas do consumidor são o momento em que a influência começa.

A solução pouco aproveitada: como saber qual é a sua

Existe uma diferença entre contratação e aproveitamento. Quase nenhuma marca mediu a própria.

A opinião de quem já comprou

Na Validação, o consumidor procura a opinião de quem já comprou. Quem confirma é outro consumidor, com depoimento e review.

A nova prateleira: onde a escolha acontece antes da conversa

A escolha do consumidor mudou de lugar. O critério de escolha da sua marca ficou no passado.